sexta-feira, 24 de março de 2017

ALENTEJO


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Planícies a perder de vista combinam com sol e calor e impõem um ritmo lento e compassado. É o Alentejo.
No interior, a planura imensa, searas louras ondulando ao vento;no litoral praias selvagens, duma beleza agreste e inexplorada.
A amplitude da paisagem é entrecortada por sobreiros ou oliveiras que resistem ao tempo. Aqui e ali ergue-se um recinto muralhado, ou a simplicidade de uma anta a lembrar a magia do lugar.Nos montes, casas térreas e brancas coroam pequenas elevações, os castelos evocam lutas e conquistas e os pátios e jardins atestam influências árabes, que molduram povo e natureza.

No Alentejo a força da terra marca o tempo. (http://www.visitalentejo.com/ )



A história do Alentejo anda de mãos dadas com a história de Portugal e da Península Ibérica, ex hispânicos,assim como, pertencentes à época de civilizações romana, árabe e cristãs. Em muitos lugares no Alentejo encontram-se provas da civilização fenícia existente à 3000 anos atrás.








Fenícios,celtas,romanos todos eles deixaram um importante legado da era antes de Cristo, na região que é hoje o Alentejo.
Uma terra onde a cultura e a tradição caminham lado a lado. Os romanos deixaram nesta região o legado mais importante, escritas, mosaicos, cidades em ruínas, monumentos, mas não devemos esquecer as civilizações mais antigas que passaram pela zona deixando legados como monumentos megalíticos, como antas.
(Historia Alentejo Portugal).



 PLANICIE DOURADA
Aqui onde a urgência do tempo e o alcance do olhar se perdem, onde só a sombra do chaparro amansa o calor que desce a pique, onde a brancura das casas desalinha o curso das searas. Aqui, onde os ranchos de homens de tez escurecida pelo sol entoam cantares melancólicos, a viola campaniça solta notas e os costumes ancestrais tardam em ser esquecidos. Aqui, onde os árabes, derrotados por D.Afonso Henriques em terras de Castro Verde, ficaram raizes que até hoje dominam nos monumentos, na lingua e no ser destas gentes.
É aqui o Alentejo.Porção imensa de terra, de planuras que de longe a longe se erguem em forma de serras,pequenas, a caminho do Algarve, lá para os lados de Almodôver ou de Mertola, terra do Guadiana, do Pulo do Lobo, do Pomarão, de rtiquezas arqueológicas e das mais brancas do país, que, só em Serpa encontra par.

O Norte pertence a Barrancos e às influências andaluzes que a sí próprio somou;à mouraria e ao Castelo de Moura, e aos vinhos que atordoam em Cuba ou na Vidigueira.
Aqui onde as extensas herdades e casas agricolas desde sempre deram trigo e os minérios enriquecem o subsolo de Aljustrel, Neves Corvo,e, noutros tempos, de S.Domingos.
Aqui onde Ourique preserva o antigo povoado do Castro Cola, local cimeiro sobre a planicie, e as demais povoações,à ausência de castelos ou conventos, como em Beja se distinguem, mostram igrejas e ermidas, simples e belas.

Aqui, onde a natureza,o espaço e o tempo duram,brandos ,desconhecendo opositores.(Da revista Portugal Turistico - do Jornal Público de 22/7/2000)
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       ENCONTROS COM A HISTÓRIA
Para que não se perca nesta história milenar, será importante que tenha uma ideia sobre as épocas que mais e melhor marcaram a paisagem rural e urbana do Alentejo.
Dos tempos recuados do Paleolitico até ao Sec.XII propomos-lhe que se concentre em 3 momentos fumdamentais: o neolitico que nos oferece interessantes expoentes do magalitismo, e os  peridos da ocupação romana e árabe, que nos deixaram importantes heranças materiais e imateriais em todo o território.



Durante a chamada Reconquista Cristã, Portugal nasce como Nação, o que significa que, desde o Sec.XII até aos nossos dias, temos entre mãos quase 900 anos de História.
Deste longo periodo,sugerims-lhe que descubra alguns castelos e centros históricos de sabor medieval e que visite os ex libris da arquitectura civil e religiosa, edificados nos tempos prosperos dos Descobrimentos e na época da exploração do ouro do Brasil (Sec.XV-XVIII).

   Do livro - Melhor do Alentejo-Turismo de Portugal-Alentejo


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                                       ALENTEJO
                          
                 

Ocupando cerca de um terço da superfície total de Portugal Continental, e atravessando 4 distritos, o Alentejo é um espaço de diversidade e riqueza natural sem fim.
Temos os tapetes de Arraiolos, a olaria de S.Pedro do Corval, os barros de Nisa e Estremoz...
Temos os excelentes queijos de Serpa, Évora e Nisa...
Temos vinhos de eleição, dos clássicos Reguengos, Vidigueira,Borba e Redondo aos soberbos Pêra Manca, Esporão e Quinta do Mouchão...

Temos os azeites finos, como nenhuns ,de Moura a Campo Maior.....
Temos as linguiças de Moura e os presuntos de Barrancos....
Temos uma doçaria de dar vida a um morto......-
e.........
Temos acima de tudo o orgulho de sermos alentejanos. O Alentejo será sempre o Alentejo.-.....

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                                          ALENTEJO


Planícies de flores selvagens, albufeiras tranquilas, cidades e vilas hospitaleiras e horizontes a perder de vista são as imagens
que melhor descrevem o Alentejo.
De: Itinerários Portugal) Turismo de Portugal.
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Há já algum tempo, que tive conhecimento de umas frases , às quais achei muita piada , cheias de bairrismo alentejano, e que com muito gosto vou transcrever:

Não é Alentejano quem quer

Ser Alentejano não é um dote, é um Don.
Não se nasce Alentejano,
É-se Alentejano

Portugal nasceu no Norte

Mas foi no Alentejo que se fez homem.
Guimarães é o berço da Nacionalidade
Évora é o Berço do Império Português

No meio das montanhas e das serras

Um homem tem as vistas curtas
Só no coração do Alentejo
Um homem consegue ver ao longe

Para um Alentejano, o caminho faz-se caminhando

e só é longe o sítio onde não se chega
sem parar de andar

Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, desiste quando a glória está perto

 e o mais difícil foi feito.
Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos

Deus fez a mulher para companheira do homem,

Mas depois teve de fazer os Alentejanos,
para que as mulheres também tivessem algum prazer.
Na cama e na mesa um Alentejano nunca tem pressa.

Um abraço alentejano  Amilcar

quarta-feira, 22 de março de 2017

UM CONSELHO DE AMIGO


             

                                  
Se forem de férias para o Algarve, deixem a auto estrada para os apressados e vão pelo interior alentejano. Misturem-se na brancura do casario das belas aldeias e na vastidão dos matizados das planícies.
O Alentejo é uma região imensa cheia de atractivos e potencialidades.
O País é lindo e o nosso Alentejo dá um enorme contributo para isso. Como alentejano tenho um grande orgulho em percorrer os vales e os montes,  onde aprendi a amar a solidão de um simples chaparro perdido no matizado dos campos.





Para todos um grande abraço Alentejano

Amilcar

Campo a perder de vista.Cidades e aldeias bem conservadas. Tradições que persistem e nos ajudam a compreender as nossas raízes.




As palavras seguintes do escritor Urbano Tavares Rodrigues dizem tudo:

«Não há paisagem tão lindamente portuguesa como a combinação dos montados de sobreiros e azinheiras, onde pastam as varas de porcos e as vacas vermelhas, com os olivais que refulgem nas chãs, à beira de infinitas searas de trigo ou cevada. Essa é a imagem emblemática do campo alentejano.
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AO CHEGAR AO ALENTEJO


2



                                            

                                            

                                             
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Quando se chega a uma aldeia, a uma vila ou a uma cidade do Alentejo sentimos um ar de acontecimento, como uma poeira que fica em suspenso, uma poeira do tempo e das pessoas, um ar leve ou pesado, mas nunca um ar neutro.















Se Fores ao  Alentejo

Se fores ao Alentejo

Não leves vinho nem pão
Leva o coração aberto
E ao lado do coração
Leva a rosa da justiça
E o teu filho pela mão

Se fores ao Alentejo

Não leves vinho nem pão
Leva o teu braço aberto
Para abraçar teu irmão
Esse irmão que está tão perto
Do teu aperto de mão
E que tão longe amanhece
Nos campos da solidão

(de: Alentejo na Poesia-autor Marcos Olimpio Gomes dos Santos)











 A calma que pede um olhar tranquilo é feito de memorias, de histórias que não se apagam e que deixam nas ruas e nas casas,nas pedras e na cal, a marca de uma longa, muito longa vida.
É assim em todo o Alentejo
(palavras de Alfredo Saramago no Livro-Guia do Alentejo
                                 
Algumas Fotos do autor do Blogue. ________________________________________________________________________________

AO CHEGARES AO ALENTEJO, LEMBRA-TE                                                                                                                      QUE   ALENTEJO................
É Sol
É Musica
É Mar
É Céu
É Aventura
É Zen
É Radical

O ALENTEJO

É Charme
É história
É Cultura
É para si.....                                                         
O ALENTEJO
É Noite
É Dia
É Romance
É Gastronomia
É Verde 
É Azul 
É Céu
O ALENTEJO
É Alegria                                                      
É Sol
É Divertimento
É MAR
É Tempo
É Riso
O ALENTEJO É PARA EXPERIMENTAR.................................     

 Palavras extraidas de:
                                                                       www.visitalentejo.pt
                                                                               (Turismo do Alentejo)



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Alentejo no Top 10 da Maior Editora de Turismo europeia

O Alentejo está no Top 10 dos melhores destinos turisticos da Europa na classificação da Lonely Planet, a maior editora de guias de viagens do mundo.
Para a Lonely Planet, o Alentejo tem "um fascinio magnético" e é guardião de "maravilhas ocultas"
As várias distinções da Unesco(Évora,cante e chocalhos) e os espaços pré-históricos também pesaram na escolha da  editora, que é propriedade da BBC Worldwide.

A nossa região ocupa a sexta posição numa lista em que Zagreb, na Croácia, é considerado o principal "destino a descobrir" na Europa.

Do  jornal Diário do Alentejo de 26 Maio 2017

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              NO DIA 14 DE JUNHO 2017  A CASTRO VERDE  FOI ATRIBUIDO A CLASSIFICAÇÃO COMO,
 RESERVA DA BIOSFERA DA UNESCO

O Presidente da Comunidade Internacional do Baixo Alentejo (Cimbal), João Rocha, congratulou-se com a classificação de Castro Verde como Reserva da Biosfera da Unesco, considerando que vem reconhecer um trabalho em defesa da biodiversidade.
(Diário do Alentejo 23/Junho/2017)
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ROMA NO ALENTEJO e MANUELINO,RENASCENÇA E O BARROCO NO ALENTEJO

 

ROMA NO ALENTEJO

                                                                                                                Mirobriga

O periodo romano no Alentejo iniciou-se no Sec. II a.C. e prolongou-se até à queda do Império, no Sec.V .Desses templos e da sua influencia em épocas  posteriores, ficaram-nos multiplas memórias:da exploração mineira e da agricultura feita em grandes propriedades coroadas por casas  luxuosas e ricamente decoradas(as villae); das industrias de cerâmica, de extracção de sal, da salga de peixe e de construção naval; das fortalezas, templos ,pontes,calçadas,santuários, teatros, barragens,aquedutos; dos municipios como estrutura base da administração local. E ficou-nos,obviamente, o latin como lingua mãe do português.
Os vestigios deste periodo podem visitar-se em e a partir de núcleos urbanos.
No eixo Marvão-Alter do Chão-Monforte, veja a Civitas de Ammaia(S.Salvador de Aramenha,Marvão); a ponte de Vila Formosa(estrada Alter do Chão-Ponte de Sôr); a vila de Torre de Palma( estrada Monforte-Cabeço de Vide); e o Núcleo Museológico da Igreja da Madalena (Monforte).
Em Évora, a muralha romano-godo-árabe, o Templo Romano, as Termas dos Paços do Concelho, o Arco de D.Isabel e a casa de Burgos (Centro Histórico); fora da cidade, as Termas da vila de Tourega (estrada Évora-Alcáçovas,                  
Entre Alvito,Vidigueira,Cuba e Beja, a ponte de Vila  Ruiva(estrada Vila Ruiva-Albergaria 
dos Fusos) e   a vila de S.Cucufate e Casa doArco(Vila de Frades)
Marvão           


Em Beja,  as Portas de Évora e de Avis, os gigantescos capitéis junto ao museu Regional   e o       CASA DO ARCO-Vila Frades                                                                                                                                                                                                    
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          

        Nucleo   Museológico Romano da Rua do Sembrano, onde encontram  também inportantes vestígios da Idade do Ferro.
Entre Beja,Castro Verde e Mértola a vila de Pisões(estrada Beja Aljustrel, junto a Penedo Gordo); o Museu da Lucerna(Castro Verde); e o Nucleo Museológico Romano(Mértola).

No litoral, a Estação Arqueológica de Miróbriga(Santiago do Cacém) e a Cripta Arqueológica 

 O Castelo(Alcácer do Sal),   localizada nos subterrâneos do antigo Convento  Aracoeli.

(

(Texto  extraido do livro O melhor do Alentejo-Turismo de Portugal)                  __________________________________________________________________________                                                                          
 _____________________________________________________ MANUELINO,    RENASCENÇA E O                        BARROCO NO ALENTEJO  

Entre os séculos XV e XVIII, Portugal viveu tempos de grande prosperidade.
O Alentejo foi várias vezes morada de reis. Ergueram-se casas nobres,palácios, igrejas e conventos e construíram-se obras de monta como os asquedutos da Água de Prata em Évora, e da Amoreira em Elvas.Fizeram-se lindíssimas fontes e pelourinhos.Chamaram-se artistas nacionais e estrangeiros, trabalhou-se com mestria a pedra e a madeira. Tudo se fez para que ficasse marcado por obras grandiosas.
Sucederam-se os estilos, mas em Portugal aconteceu uma originalidade a que se chamou estilo manuelino, cujo nome venha directamente do Rei D.Manuel.
MANUELINO:-
O periodo Manuelino deixou-nos centenas de obras de arte ao nível da arquitectura,da escultura,da pintura, da iluminura, da gravura, da cerâmica, do azulejo e da ourivesaria.
Desloque-se à pequena vila de Alvito, onde num curto espaço de uma manhã, pode ver o Pelourinho, o Paço acastelado, o portal da Igreja Matriz, a ermida de S.Sebastião   e ainda percorrer a quase totalidade das suas ruas em busca de portais da época.
A poucos quilómetros, em Viana do Alentejo vale a pena visitar o Castelo e a Igreja Matriz.
Se o Manuelino o atrai não deixe de visitar a antiga Sé de Elvas e no Paço Ducal de Vila Viçosa as salas da Armaria.
RENASCENÇA:-
Se entendermos o Renascimento como um movimento cultural que associa o gosto pelos arquétipos da cultura clássica e a promoção mecenática da criação artística, um dos exemplos mais marcantes desta época no Alentejo é, sem dúvida, a "Corte na Aldeia" que foi Vila Viçosa nos séculos XVI-XVII- Visitar o seu ex-libris-o Paço Ducal
No campo da arquitectura, o nosso destaque vai para a Igreja da Misericórdia de Beja.
Ainda deste periodo, muito marcado pela construção das igrejas-salão,algumas de feição já maneiristas, vale apena ver aIgreja do Bom Jesus em Valverde (Évora) e a capela das Onze Mil Virgens da Igreja de Santo Antonio em Alcácer do Sal.
Se se interessa por pintura e escultura não deixe de apreciar em Portalegre, dois expoentes incontornáveis: a melhor colecção de pintura maneirista da Região que se encontra na Sé, e, no Mosteiro de S.Bernardo, o conjunto escultórico do Túmulo do Bispo Fundador,D.Jorge de Melo, atribuido a Nicolau de Chanterenne, Deste mesmo autor são de realçar dois outros conjuntos muito singulares,patentes nas fachadas da Igreja da Graça em Évora e na Igreja Matriz de Arronches
BARROCO
É no reinado de D.JoãoV (1707-1750) periodo em que a paz e a riqueza se congregaram com a vontade régia de afirmar a grandeza do país.
A talha de madeira dourada e policromada é considerada a par do azulejo, a mais original manifestação artistica.
Portalegre é reconhecida como capital do barroco do norte Alentejano.
Se quiser visitar um interior opte pelo Palácio Achioli: suba a escadaria em granito na companhia de belos painéis de azulejos do Séc. XVIII e peça para espreitar o Salão Nobre.
Prosseguindo viagem nesta região pode apreciar vários palácios,casas nobres,igrejas e fontes.
Visite Crato, Alter do Chão,Monforte, Fronteira ou Avis. Em Alter do Chão não perca o Palácio do Álamo.
Entrando no Alentejo Central, e se tiver tempo veja em Estremoz a antiga Armaria de D.JoãoV, em Borba veja os Passos Processionais, no Redondo vejha o extraordinário conjunto de azulejos do Convento de S.Paulo. Em Évora são visita obrigatória a Capela Mor da Catedral,, a Capela do Calvário da Igreja de S.Francisco, talvez a mais espantosa obra de talha joanina do Alentejo, e as Igrejas S.João Evangelista(L oios), da Misericordia e das Mercês.
Para terminar em beleza faça mais umas deezenas de quilómetros e será presenteado em Beja com a pérola do Barroco que é a Igreja dos Prazeres, rigorosamente a não perder.
DE:- O melhor do Alentejo-Turismo de Portugal

                                                                                                                                      

                       
                       ATMOSFERAS  ÁRABES

   
                                          Mesquita de Mértola

O período da ocupação árabe,iniciado no Sec.VIII, teve, no sul do país, uma duração de quase 500 anos.Desta longa vivência partilhada, herdámos plantas e técnicas agrícolas, sistemas de captação e reserva de água, hábitos alimentares, várias centenas de palavras, técnicas construtrivas, gostos decorativos, estilos artísticos, ambientes urbanos.
São muçulmanos os arquitectos de muitos dos nossos castelos da Reconquista e várias igrejas cristãs foram reedificadas sobre primitivas mesquitas. Mértola a vila mais árabe de Portugal, é o sítio certo para se compreender esta herança.
A Mesquita, posteriormente adaptada a igreja cristã, é o ú nico espaço religioso árabe conservado no nosso país. O Núcleop Museológico Islâmico, com um valioso espólio fruto de 20 anos de investigação, oferece-nos o melhor testemunho e a mais pedagócia lição sobre a riqueza do período da ocupação árabe do Sul de Portugal.
Se quiser visitar Mértola em tempo de festa, escolha as datas em que ela é de arromba: durante o Festival Islâmico, anos ímpares, no mês de Maio.
(do livro Turismo de Portugal- O melhor do Alentejo)

domingo, 19 de março de 2017

 ÉVORA PATRIMONIO DA HUMANIDADE  


Évora é uma referencia incontronável para quem vem ao Alentejo motivado pelo tema do Património.Classificada pela Unesco Património da Humanidade, ocupa um justo lugar de relevo em qualquer itinerário de Turismo Cultural.


O seu património arquitectónico e artistico é tão omnipresente e impressivo que,por si só, guia os passos de quem gosta de caminhar sem rumo: do romano ao neoclássico, passando pelo gótico e pelas várias expressões do manuelino,



da renascença e do barroco, todas as épocas da história estão documentadas com obras que nosn enchem os olhos e a alma. Referindo só o essencial, precisará de algumas horas para 



visitar o Templo Romano, a Catedral de Santa Maria,a Igreja de S.Francisco e a Capela dos Ossos, o Palácio D.Manuel, a Ermida de S.Bras,  o Mirante da Casa Cordovil, aa Janela Manuelina da Casa de Garcia de Resende, o antigo Colégio do Espirito Santo, actual Universidade, a Igreja da Miserricordia, a Praça do Giraldo e o Teatro Gaqrcia de Resende.
Como rapidamente perceberá, Évora não é um museu de peças soltas. O que a torna única é ser um conjunto urbano de excepção, com mil e um detalhes para descobrir, onde se sente o pulsar de uma cidade contemporânea, culturalmente activa, que se integra e se revê, naturalmente, no Património que soube preservar.
No livro Guia Turistico- O Melhor do Alentejo -Turismo Portugal.

sexta-feira, 17 de março de 2017

BARRAGENS

                                    BARRAGENS



AQUPOLIS-PARQUE URBANO RIBEIRINHO
Após a reabilitação das duas margens do Rio Tejo, o resultado foi um amplo espaço de fazer à beira-rio, com espaços verdes e cais de recreio,zonas de relvado, caminho ribeirinho e excelentes condições para a prática de actividades desportivas. Ciclovia, campos de voleibol e futebol de praia, de râguebi, circuito de manutenção com máquinas e parque infantil, são alguns dos equipamentos disponíveis. Pode ainda alugar canoas e kayaks para um passeio no rio. Há chapéus-de-sol e espreguiçadeiras, chuveiros e estação de serviço para autocaravanas. Na margem norte, usufrua dos espaços  de restauração para uma refeição ou um lanche no fim do dia.
( artigo de :www.aquapolis. com. pt)

BACIA HIDROGRAFICA DO RIO TEJO
Barragem do Açafal -2004   Castelo Branco
Barragem da Apartadura -1993  Portalegre
Barragem do Belver-1952   Portalegre
Barragem do Cabril - 1954 Castelo Branco
Barragem da Capinha - 1981   Castelo Branco
Barragem de Corgas - 1991   Castelo Branco
Barragem da Cova do Viriato-  1992 Castelo Branco
Barragem do Covão de Ferro - 1956  Castelo Branco
Barragem do Divor-   ?    -Evora
Barragem do Fratel - 1973  Portalegre

BACIA HIDROGRAFICA DO RIO SADO
Barragem do Rio Roxo - 1967   Beja
Barragem de Rejeitados - 1990-Beja
Barragem de Odivelas - 1972 - Beja
Barragem do Monte da Rocha - 1972   Beja
Barragem do Alvito - 1977   Beja
Barragem das Águas Claras .- 1990   Beja
Barragem de Água Industrial - 1990   Beja

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TEJO

Barragem de Zambujo- 1994   Portalegre
Barragem de Veiros-20121  Evora
Barragem de Vale de Figueira-1955 - Évora
Barragem Vale das Bicas - 1939  Évora
Barragem da Toulica-1979   Castelo Branco
Barragem da Tabueira - 1976  Évora
Barragem de Povoa - 1928  Portalegre
Barragem de Poio- 1932  Portalegre
Barragem do Pisco - 1968   Castelo Branco
Barragem de Penha Garcia - 1979  Castelo Branco
Barragem do Penedo Redondo -1935  Castelo Branco
Barragem de Montargil - 1958  Portalegre
Barragem dos Minutos - 2003 Évora
Barragem da Meimoa  - 1985  Castelo Branco
Barragem da Marateca - 1991  Castelo Branco
Barragem do Maranhão- 1957  Portalegre
Barragem Marechal Carmona - 1947  Castelo Branco
Barragem do Gameiro - 1960  Évora
Barragem do Furadouro-  1959  Évora
Barragem da Freixeirinha  1995- Évora

BACIA HIDRÒGRAFICA DO RIO GUADIANA

Barragem da Vigia - 1981   Évora
Barragem da Tapada pequena - 1913  Beja
Barragem da Tapada Grande  - 1882  Beja
Barragem do Roucanito - 1975  Évora
Barragem de Pedrógão - 2005   Beja
Barragem de Namorada - 1996  Beja
Barragem do Monte Novo  -1982 Évora
Barragem das Mercês-  ? - Beja
Barragem de Margalha  -?  Beja
Barragem de Lucefécit  - 1982  Évora
Barragem dos Grous  -1965  Beja
Barragem dos Garfanes 1996  Beja
Barragem do Facho I  -1954   Beja
Barragem do Facho  II  1955   Beja
Barragem do Enxoé - 1998  Beja
Barragem  Cerro do Lobo - 1993  Beja
Barragem do Alqueva 2002   Beja
Barragem do Abrilongo 2000  Portalegre

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MIRA

Barragem de Santa Clara -1968   Beja
Barragem de Corte Brique 1993   Beja

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Fulcrais para o desenvolvimento do regadio e para o abastecimento das povoações, as barragens constituem lugares privilegiados para desfrutar da natureza, para observação da flora e da fauna ou para  a prática de desportos aquáticos.
Com o Alqueva, o Alentejo ganhou o maior lago artificial da Europa, mas muitas outras barragens se impõem como cenários idílicos para umas férias tranquilas.

Pode observar patos selvagens e outras aves aquáticas nas barragens do Caia ou do Roxo ou esquecer o resto do mundo no Maranhão e saborear a sensação de isolamento que os montes circundantes, com pinheiros e eucaliptos, provocam.



Pode banhar-se na praia fluvial de Odivelas ou da Tapada Grande, passear de barco na barragem do Alvito, fazer um piquenique em Pêgo do Altar ou pescar calmamente na extensa albufeira de Santa Clara, cujas margens alternam entre campos de trigo e densos arvoredos. Ou ouvir apenas o chilrear dos pássaros no meio do silêncio da barragem do Vale do Gaio.

Para a canoagem ou na pesca desportiva, as albufeiras alentejanas proporcionam excelentes condições para praticar desportos náuticos. Montargil é óptimo para windsfurf ou ski aquático. Divor, Vigia e Montenovo, na proximidade de Évora. justificam também o tempo que a elas consagrar.




Deixe-se cativar pelo turismo rural e repouse uns dias, apreciando os prazeres da vida simples do campo e contemplando a natureza em todo o seu esplendor nos pequenos paraísos das albufeiras alentejanas.

(de: A rota das Barragens no Alentejo(Odemira)-Guia da Cidade-Região do Alentejo 

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BARRAGEM DE ALQUEVA



                          BARRAGEM DE ALQUEVA 


 É uma barragem em arco portuguesa, situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da aldeia do Alqueva. A construção desta barragem permitiu a criação do maior reservatório artificial de água da Europa Ocidental, também chamado de Grande Lago. Possui uma altura de 96 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 458 m2. Foi construída com o objectivo de regadio para toda a zona do Alentejo e produção de energia eléctrica, para além de outras actividades complementares. Localização: Portel e Moura, Évora e Beja. Foi inaugurada em 2002.



Este imenso plano de água tem uma área de 250 km2, estende-se por mais de 80 kms do curso do antigo rio e os seus mil recortes perfazem 1.160 kms de perímetro.
Para jusante do paredão foi construído o Açude de Pedrogão, parte integrante do complexo, bem visívél da ponte que liga Pedrógão (Vidigueira) a Moura.
A nova beleza que nasceu com este lago é surpreendente e tem aspectos que a tornam num caso singular no conjunto das muitas albufeiras que podem encontrar-se pelo mundo fora: a paisagem tipicamente alentejana que a rodeia, feita de milhares de oliveiras,sobreiros e azinheiras.
As hipóteses de alojamento são múltiplas e as estradas muito panorâmicas.  De todas as localidades deste percurso, são de visita obrigatória, pelo seu interesse patrimonial: na margem direita Juromenha, Alandroal, Terena, Monsaraz e Portel, e na margem esquerda, Mourão e Moura.







A nova aldeia da Luz, que sucedeu à antiga( a única povoação submersa pelas águas de Alqueva), tem um valor simbólico que a torna incontornável. Não deixe de ver o Museu.
Começando pelas actividades na albufeira, para além da pesca desportiva de várias espécies, fazem-se passeios em canoa ou em pequenas embarcações motorizadas, cruzeiros de vários dias e, caso único no país, alugam-se barcos-casa com uma lotação minima de 2 pessoas e máxima de 12.
Estão ainda desponíveis para alugar:- embarcações para pesca desportiva, jangadas com motor, canoas e caiaques, barcos à vela, embarcações de recreio e pranchas de  windsfurf.

Texto extraído da Wikipédia e  O Melhor do Alentejo-Turismo de Portugal