sexta-feira, 24 de março de 2017

ALENTEJO


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Planícies a perder de vista combinam com sol e calor e impõem um ritmo lento e compassado. É o Alentejo.
No interior, a planura imensa, searas louras ondulando ao vento;no litoral praias selvagens, duma beleza agreste e inexplorada.
A amplitude da paisagem é entrecortada por sobreiros ou oliveiras que resistem ao tempo. Aqui e ali ergue-se um recinto muralhado, ou a simplicidade de uma anta a lembrar a magia do lugar.Nos montes, casas térreas e brancas coroam pequenas elevações, os castelos evocam lutas e conquistas e os pátios e jardins atestam influências árabes, que molduram povo e natureza.

No Alentejo a força da terra marca o tempo. (http://www.visitalentejo.com/ )



A história do Alentejo anda de mãos dadas com a história de Portugal e da Península Ibérica, ex hispânicos,assim como, pertencentes à época de civilizações romana, árabe e cristãs. Em muitos lugares no Alentejo encontram-se provas da civilização fenícia existente à 3000 anos atrás.








Fenícios,celtas,romanos todos eles deixaram um importante legado da era antes de Cristo, na região que é hoje o Alentejo.
Uma terra onde a cultura e a tradição caminham lado a lado. Os romanos deixaram nesta região o legado mais importante, escritas, mosaicos, cidades em ruínas, monumentos, mas não devemos esquecer as civilizações mais antigas que passaram pela zona deixando legados como monumentos megalíticos, como antas.
(Historia Alentejo Portugal).


 PLANICIE DOURADA
Aqui onde a urgência do tempo e o alcance do olhar se perdem, onde só a sombra do chaparro amansa o calor que desce a pique, onde a brancura das casas desalinha o curso das searas. Aqui, onde os ranchos de homens de tez escurecida pelo sol entoam cantares melancólicos, a viola campaniça solta notas e os costumes ancestrais tardam em ser esquecidos. Aqui, onde os árabes, derrotados por D.Afonso Henriques em terras de Castro Verde, ficaram raizes que até hoje dominam nos monumentos, na lingua e no ser destas gentes.
É aqui o Alentejo.Porção imensa de terra, de planuras que de longe a longe se erguem em forma de serras,pequenas, a caminho do Algarve, lá para os lados de Almodôver ou de Mertola, terra do Guadiana, do Pulo do Lobo, do Pomarão, de rtiquezas arqueológicas e das mais brancas do país, que, só em Serpa encontra par.

O Norte pertence a Barrancos e às influências andaluzes que a sí próprio somou;à mouraria e ao Castelo de Moura, e aos vinhos que atordoam em Cuba ou na Vidigueira.
Aqui onde as extensas herdades e casas agricolas desde sempre deram trigo e os minérios enriquecem o subsolo de Aljustrel, Neves Corvo,e, noutros tempos, de S.Domingos.
Aqui onde Ourique preserva o antigo povoado do Castro Cola, local cimeiro sobre a planicie, e as demais povoações,à ausência de castelos ou conventos, como em Beja se distinguem, mostram igrejas e ermidas, simples e belas.

Aqui, onde a natureza,o espaço e o tempo duram,brandos ,desconhecendo opositores.(Da revista Portugal Turistico - do Jornal Público de 22/7/2000)
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       ENCONTROS COM A HISTÓRIA
Para que não se perca nesta história milenar, será importante que tenha uma ideia sobre as épocas que mais e melhor marcaram a paisagem rural e urbana do Alentejo.
Dos tempos recuados do Paleolitico até ao Sec.XII propomos-lhe que se concentre em 3 momentos fumdamentais: o neolitico que nos oferece interessantes expoentes do magalitismo, e os  peridos da ocupação romana e árabe, que nos deixaram importantes heranças materiais e imateriais em todo o território.



Durante a chamada Reconquista Cristã, Portugal nasce como Nação, o que significa que, desde o Sec.XII até aos nossos dias, temos entre mãos quase 900 anos de História.
Deste longo periodo,sugerims-lhe que descubra alguns castelos e centros históricos de sabor medieval e que visite os ex libris da arquitectura civil e religiosa, edificados nos tempos prosperos dos Descobrimentos e na época da exploração do ouro do Brasil (Sec.XV-XVIII).

                                        Do livro - Melhor do Alentejo-Turismo de Portugal-Alentejo


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                                       ALENTEJO
                          
                 

Ocupando cerca de um terço da superfície total de Portugal Continental, e atravessando 4 distritos, o Alentejo é um espaço de diversidade e riqueza natural sem fim.
Temos os tapetes de Arraiolos, a olaria de S.Pedro do Corval, os barros de Nisa e Estremoz...
Temos os excelentes queijos de Serpa, Évora e Nisa...
Temos vinhos de eleição, dos clássicos Reguengos, Vidigueira,Borba e Redondo aos soberbos Pêra Manca, Esporão e Quinta do Mouchão...

Temos os azeites finos, como nenhuns ,de Moura a Campo Maior.....
Temos as linguiças de Moura e os presuntos de Barrancos....
Temos uma doçaria de dar vida a um morto......-
e.........
Temos acima de tudo o orgulho de sermos alentejanos. O Alentejo será sempre o Alentejo.-.....

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                                          ALENTEJO


Planícies de flores selvagens, albufeiras tranquilas, cidades e vilas hospitaleiras e horizontes a perder de vista são as imagens
que melhor descrevem o Alentejo.
De: Itinerários Portugal) Turismo de Portugal.
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Há já algum tempo, que tive conhecimento de umas frases , às quais achei muita piada , cheias de bairrismo alentejano, e que com muito gosto vou transcrever:

Não é Alentejano quem quer

Ser Alentejano não é um dote, é um Don.
Não se nasce Alentejano,
É-se Alentejano

Portugal nasceu no Norte

Mas foi no Alentejo que se fez homem.
Guimarães é o berço da Nacionalidade
Évora é o Berço do Império Português

No meio das montanhas e das serras

Um homem tem as vistas curtas
Só no coração do Alentejo
Um homem consegue ver ao longe

Para um Alentejano, o caminho faz-se caminhando

e só é longe o sítio onde não se chega
sem parar de andar

Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, desiste quando a glória está perto

 e o mais difícil foi feito.
Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos

Deus fez a mulher para companheira do homem,

Mas depois teve de fazer os Alentejanos,
para que as mulheres também tivessem algum prazer.
Na cama e na mesa um Alentejano nunca tem pressa.

Um abraço alentejano  Amilcar

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